Estive pensando sobre jogar carne humana aos cachorros e me indaguei sobre nossa importância como humanos. É estranho olhar as pessoas e não vê-las como seres portadores de sentimentos e palavras. Ah! Novamente as palavras. Temos esse diferencial e nos atrapalhamos com ele.
As pessoas estão comovidas com o caso de Eliza. Uma dessas pessoas talvez fará o mesmo amanhã. As ações humanas não são previstas pelo polvo. A crueldade é compactada em cada um e cabe uma ação individual de deixá-la ou não explodir. A crueldade de fato existe.
Eu queria ficar mais tempo dizendo ao meu filho a importância do ser humano; respeitar, conviver, apoiar, amar. Infelizmente a tevê me desmente e quando eu termino de lhe falar sobre humanidade, alguém é noticiado como carne jogada a cachorros.
Meu filho já me pediu um cachorro. Como moro com meus pais, eles não aceitaram o animal. Os cachorros são obedientes e podem ser adestrados. Os humanos podem ser adestrados, mas são desobedientes. Qual seria nosso instinto animal principal? Dinheiro? Transformar isso num instinto não faz muito sentido, mas é confirmado o ímã nele contido e a legião unificada que o persegue.
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